World Council of Churches

A worldwide fellowship of churches seeking unity, a common witness and Christian service

Statement on Peace in Angola

05 August 1999

Sent to the WCC Central Committee from the Executive Committee of the Council of Christian Churches in Angola, August 1999.

Dirigentes das Igrejas que constituem o Conselho de Igrejas Cristãs em Angola, reunidos na 41a sessão do Comité Executivo da organização de 5-6 de Agosto/99 no Centro de Formação e Cultura em Luianda; cientes e apreensivos da situação política, social, económica e cultural que se deteriora dia apois dia, havendo por conseguinte necessidade de que algo seja feito para se evitar um desastre humanitário piôr do que os anteriores.

Reconhecemos que Angola tem sido sacrificada por um longo cíclo de guerras que não tem conseguido trazer a paz pelo contraário o país tem sido cada vez mais destruido avolumando-se o número de mortos, pessoas deslocadas, refugiados, mutilados, crianças de ruas e uma cultura de violência que atinge proporções incontroláveis.

Nós Dirigentes de Igrejas reunidos neste magno Comité Executivo, reconhecemos a necessidade urgente de se chamar a nação a razão para se encontrar uma via racional para a solução de conflito.

Neste contexto, nós dirigentes de Igre3jas deste Conselho reconhecemos que Angola e a vida dos angolanos são um dom de Deus que a ninguém compete destruí-las.

O encontro de homens e mulheres de boa vontade previne qualquer violência e por isso, continuamos acreditar que só a consertação entre todos angolanos pode salvar Angola de um conflito eterno.

Para nós, sermos patriotas no nosso contexto deve significar tomar decisões sábias que poupam a vida de todos angolanos, cria um ambiente favorável a realização das suas aspriações, como povo criado por Deus e a sua imagem, e viabilize o desenvolvimento sócio-económico, religioso e cultural..

Para que essa possa ser a nossa sorte:

1. Reconhecemos que somos homens e mulheres de lábios impuros, e que vivemos no meio de um povo impuro, por isso, nos compremetemos a

2. confessar as nossas fraquezas e assumir atitudes que dignificam a vontade do Criador (Deus) para connosco.

3. Nos compremetemos a continuar a trabalhar para unidade e cooperação entre as Igrejas e as forças vivas da nação, interessadas a desenvolver um país pacifico, democrático e próspero.

4. Neste contexto, encorajamos as nossas comunidades e ao povo angolano em geral, aos Dirigentes políticos e religiosos, para terem como agenda prioritária o cessar da violência e a resolução pacífica dos nossos conflitos.

5. Apelamos a todos angolanos e a Comunidades Internacional, a reconhecerem a grave situação humanitária que o país vive e a conjugarmos esforços para que recursos suficientes sejam mobilizados e honestamente utilizados para as comunidades mais vulneráveis.

Finalmente, ao caminharmos para esse final do século, devemos celebrar o Jubileu, isto é o período da graça que nos é oferecido para que povos escravizados em todos os sentidos sejam libertos e capazes de entender a mensagem que diz: "Deus falará de paz ao seu povo desde que3 os seus santos não voltem a loucura, certamente que a salvação está perto daqueles que o temem. A misericórdia e a verdade se encontram, a justiça e a paz se beijam, o Senhor dará o bem a nossa terra." (Salmos 85:8-13)

[TRANSLATION]

The leaders of the member churches of the Council of Christian Churches in Angola, at the 41st meeting of its Executive Committee, 5-6 August 1999, at the Formation and Culture Center in Luanda were aware and fearful of the daily worsening political, social, economic and cultural situation. There is thus need for action to be taken to avoid a humanitarian catastrophe greater than previous ones.

We acknowledge that Angola has been the victim of a long series of wars which have not succeeded in bringing peace. On the contrary, the country has been progressively destroyed with increasing numbers of people dying, displaced persons, refugees, disabled people and street children, together with a culture of violence which is reaching uncontrollable levels.

We, the leaders of churches gathered in this Executive Committee, acknowledge the urgent need to call the nation to reason so that it can find a rational way to solve the conflict.

In this context we, the leaders of the churches of this council, acknowledge that Angola and the life of Angolans are a gift from God which no one has the right to destroy.

Encounter between men and women of goodwill is a defense against any form of violence and we thus continue to believe that only agreement between all Angolans can save Angola from permanent conflict.

For us to be patriotic in our context must mean taking wise decisions which will save the life of all Angolans, create an environment favorable to the achievement of their hopes as a people created by God in God's image and make possible social, economic, religious and cultural development.

So that this can be our destiny:

1. We acknowledge that we are men and women of unclean lips and that we dwell in the midst of a people of unclean lips and we thus commit ourselves to:

2. Confess our weaknesses and develop attitudes which are worthy of the creator's (God's) will for us;

3. Continue to work for unity and cooperation between the churches and the vital forces in the nation which are concerned to develop a peaceful, democratic and prosperous country;

4. Encourage in this context our communities, the Angolan people in general and political and religious leaders to place at the top of their agenda the cessation of violence and the peaceful resolution of our conflicts;

5. Appeal to all Angolans and to the international community to recognize the grave humanitarian situation the country is experiencing and to join forces with us so that sufficient resources can be mobilized and honestly used for the most vulnerable communities.

Finally, as we move to the end of the century, we must celebrate the Jubilee, this is the time of grace that is offered to us so that peoples enslaved in all ways may be freed and able to hear the message that says, "God will speak peace to his people, to his saints, to those who turn to him in their hearts. Surely his salvation is at hand for those that fear him. Mercy and truth will meet, justice and peace will embrace, the Lord will give what is good to our land." (Psalm 85: 8-13)