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Migração transforma o jeito das igrejas fazerem teologia

Migração transforma o jeito das igrejas fazerem teologia

Participantes do seminário do CMI sobre migração e educação teológica, no Instituto Ecumênico de Bossey. © WCC/Bosco Bangura

2014-09-08

English version published on: 2014-09-12

"Diante da realidade da migração, a educação teológica pode levar a transformações na igreja", afirmaram participantes de um seminário organizado pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), no Instituto Ecumênico de Bossey, Suíça, entre os dias 1 e 5 de setembro.

Os participantes destacaram que a transformação na paisagem eclesial é um elemento fundamental na forma como os cristãos percebem "o corpo de Cristo e o chamado a serem um só". Por conta da presença das igrejas de migração, declararam, as relações ecumênicas estão sendo redescobertas.

Vindos da Suíça, Alemanha, Bélgica, Guiné, Indonésia, Itália, Reino Unido, Suécia e Holanda, os participantes do seminário eram teólogos, representantes de igrejas de migração e de organismos cristãos e ecumênicos.

As discussões durante o evento afirmaram que compreender a formação teológica no contexto da migração pode levar da uniformidade à pluralidade das expressões teológicas e eclesiológicas cristãs. A Revda. Anne Zell e o Prof. Paolo Naso, da Itália, enfatizaram que tal entendimento leva a novas formas de aprendizado ecumênico e de convívio entre igrejas com membros locais e migrantes.

A Revda. Mery Simarmata, falando sobre sua experiência na Indonésia, afirmou que "é preciso abandonar a postura defensiva e adotar uma cultura do encontro". Na mesma direção, o Rev. Melvin Dulfin, de Sierra Leone e atualmente trabalhando na Guiné, declarou que promover valores ecumênicos entre grupos de imigrantes é importante, especialmente em regiões marcadas por conflitos.

Em suas deliberações, os participantes enfatizaram a necessidade das igrejas trabalharem juntas na preparação e implementação de programas de formação ecumênica.

As realidades da migração também irão transformar a maneira das igrejas fazerem teologia. Neste contexto, a educação teológica oferece diversos modelos e oportunidades para a partilha de recursos. A educação teológica também oferece a possibilidade de ser desafiada por outras visões num espaço de respeito e diálogo. "O Caminho de Emaús pode servir de paradigma neste sentido: dois discípulos conversando sobre questões de fé", afirmou a Profa. Drea Fröchtling, da Alemanha.

Os participantes concordaram que formação ministerial e de lideranças são essenciais no presente e no futuro da igreja. Mesmo assim, declararam, a igreja precisa evitar ser monocultural, monolítica e unidirecional a fim de encarnar o dom da diversidade entre o povo de Deus.

O programa de Educação Teológica Ecumênica do CMI

Migração e justiça social

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