Plenária sobre América Latina
Íntegra dos testemunhos e depoimentos que serão exibidos em vídeo
Bispo Júlio César Holguin, Presidente CLAI/Honduras. Áudio: Espanhol
Em nome do Conselho Latino-Americano de Igrejas, queremos reiterar nossas mais fraternais boas vindas a cada um e cada uma dos delegados que vão participar da nona Assembléia de Conselho Mundial de Igrejas. Reiterar nossas boas vindas à América Latina, à Porto Alegre, a esta América morena. Pedimos que venham com suas mentes abertas, com melhor disposição “para mudar o que há de mudar”. Assim como pedimos a Deus que em sua graça transforme o mundo, também que Deus em sua graça transforme as Igrejas, transforme o movimento ecumênico e nos equipe com sua graça para servir melhor a proclamação na diaconia. Que Deus com sua infinita bondade e misericórdia e com sua graça esteja sempre conosco.
Bispo Adriel de Souza Maia, presidente CONIC/Brasil – Áudio: Português
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs tem grande satisfação em receber as delegações de todo o mundo no Brasil, especialmente em Porto Alegre, para a nona Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas. Este é um momento marco para a vida brasileira, o momento em que estamos consolidando o movimento ecumênico. Esperamos que esta Assembléia, especialmente na inspiração do tema “Deus, na tua graça, transforma o mundo”, seja um amplo apelo mundial para que tenhamos vida em abundância, como Jesus disse, e as Igrejas possam dar um testemunho efetivo da graça de Deus para um mundo com tanta exclusão, para que o mundo creia no evangelho e na transformação.
Nora Cortiñas, Mãe da Praça de Maio/Argentina. Áudio: Espanhol
A última vez que vi meu filho foi na Páscoa de 1977, domingo de Páscoa. Não vou voltar a vê-lo nunca mais e não saberei o que se passou com ele. Hoje, há quase 29 anos, até este momento, não sei o que passou com ele e onde está seu corpinho, porque seguramente Gustavo não está vivo. Mas, mesmo assim, esperamos, eu e todas as mães, que o Estado em algum momento se encarregue da resposta e desta verdade que estamos reivindicando junto à justiça. Desde aquele momento comecei a sair às ruas e lá conheci o primeiro grupo de mães que foram à Praça de Maio por essa proposta, em um ato de criatividade de Açucena Villa Flor de Vinzente. E assim começamos a nos encontrar, as mães na Praça de Maio, e começamos a fazer todas um só pedido, todas por todos e por todas.
As mães começaram a deixar as ações individuais para começarem as coletivas. Porque nos levaram os dissidentes, os militantes populares, levaram as crianças, ficaram com as crianças das mulheres grávidas, que eles seqüestravam, e também levaram as mães que buscavam seus filhos, e isso tudo mostra o que estivemos denunciando por anos e anos: a perversão do sistema. E depois, mostra como não há limites, nem barreiras, nem fronteiras para que este plano econômico dos Estados Unidos, programado também aqui no Cone Sul da América Latina, com a vinda de Kissinger para preparar as ditaduras militares. Mostra ainda como quando nós nos perguntávamos porque e para que levavam os nossos filhos e nossas filhas. Estava claro porque eram militantes, militantes dos Direitos humanos, militantes pela vida, militantes por mudanças. Levaram-nos para implementar a fundo essa política neoliberal que temos até agora.
Nós começamos a entender isso e fomos retomando a bandeira de luta dos nossos filhos e nossas filhas e ampliamos esse pedido que fazíamos de aparecerem com vida, de um justo castigo aos culpados, para retomar a bandeira da defesa dos Direitos, também econômicos, sociais e culturais. Nesse longo caminhar, tivemos muitos dissabores, mas tivemos também a alegria de que nos tenham acompanhado. É o caso da Igreja Católica, sacerdotes de base que haviam sido amigos de nossos filhos, que haviam trabalhado em bairros em conjunto com eles e com elas. As Igrejas Evangélicas também têm sido muito generosas e solidárias., como em épocas em que os sacerdotes da Igreja Católica que estavam conosco eram perseguidos, eram impedidos de estarem no movimento das mães e fazer missa pelos desaparecidos. Nós recebemos, especialmente da Igreja Metodista, um apoio incondicional e um companheirismo e solidariedade que são realmente dignos de destacar até o dia de hoje.
Alba Lancillotto, Avó da Praça de Maio/Argentina. Áudio: Espanhol
Estou bastante perto da luta pela vida, porque luto pelos filhos, luto pelos desaparecidos, para que não haja mais desaparecidos. Esta é uma luta pela vida e pela justiça. Eu creio que as Igrejas Cristãs têm a obrigação de se engajarem nessa luta porque senão seria negar o evangelho. Então, tive a felicidade como católica praticante de participar da Igreja comprometida e fiel ao evangelho e estar muito perto da Igrejas Evangélicas, da Metodista, de vários grupos que têm sido amigos nossos e que são amigos nossos, que nos ensinaram muitas coisas, e creio que as Igrejas tinham que se envolver nisso porque é parte da sua fidelidade ao evangelho, e acredito que a fidelidade ao evangelho te obriga, e obriga as Igrejas a estarem na luta pela vida, porque Deus é um Deus da vida. Têm que estar na luta pela vida e na luta pela justiça. Eu não poderia estar numa Igreja, que não pensa assim.
Rigoberta Menchú. Prêmio Nobel da Paz/Guatemala. Áudio: Espanhol
O prêmio Nobel é um símbolo de paz. Sem dúvida alguma constitui um sinal de esperança para as lutas dos povos indígenas em todo o continente; liberdade para os índios onde quer que estejam na América Latina, e no mundo. Porque enquanto viverem, haverá um brilho de esperança e um pensar original para a vida.
“Cruzei a fronteira cheia de tristeza. Senti imensa dor dessa madrugada chuvosa e escura que vai mais além da minha existência. A terra mãe está de luto, e banhada de sangue. Chora dia e noite de tanta tristeza”.
O chamado “Descobrimento” tem significado sobretudo uma longa noite de escuridão, independentemente de como temos sobrevivido nas cinzas de 500 anos. Tem representado para nós, 500 anos de silêncio, marginalização e de muita opressão. E por isso, nós não podemos festejar, nem celebrar a destruição de nossos antepassados, nem essa noite longa de escuridão.
Esses 500 anos de repressão que foi usada contra os povos indígenas, tiveram diferentes formas, diferentes métodos, mas uma característica comum tem sido a crueldade com que se reprimiu e se calou a voz do nosso povo.
Quanto à discriminação, não só o desprezo pelas pessoas e seus conhecimentos, seus valores e a possibilidade de contribuir para uma riqueza cultural , mas também se sente o desprezo até na maneira de apreciar nossa arte, nossos trajes, nosso modo de viver.
Há muitas coisas que nos unem como povos indígenas da América. Há elementos que nos unem, como o amor à terra, o conceito da mãe terra como fonte de cultura, como fonte de raízes.
Temos sobrevivido à destruição da terra, temos sobrevivido à discriminação, à esterilização das mulheres. Temos sentido da mesma maneira esta lição que produz a discriminação, a opressão, a falta de acesso a uma vida mais digna.
Também é a primeira vez que entre os indígenas voltamos a nos reencontrar – uma reafirmação do orgulho indígena. Os povos indígenas não só reivindicam a comida, uma casa digna, mas também reivindicam uma memória histórica, reivindicam um idioma, reivindicam uma condição indígena.
Esta é uma busca de raízes, este tempo é uma busca de identidade que fortalece a luta dos indígenas e fortalece a causa dos indígenas.
O prêmio Nobel da Paz representa um reconhecimento de tudo que o povo da Guatemala perdeu.
Rev. Antonio Olimpio Sant’ana. Combate ao Racismo/ Brasil. Áudio: Português
A Cenacora dedica-se à luta, como o próprio nome diz, a luta contra o racismo, a discriminação, a intolerância, os preconceitos e a xenofobia. Defende mulheres e crianças que são as maiores vítimas da violência, seja social, étnica, física, psicológica. Neste país, nós nos dedicamos a isso, trabalhando prioritariamente com as igrejas, procurando envolvê-las na luta contra estes males sociais.
O curioso a observar é que nessa população de 45.4% composta por negros é onde está centrada a maior pobreza, os maiores pobres. Aqueles que são mais pobres, são exatamente aqueles que se concentram na comunidade negra. Este é um quadro clássico que se espelha e se espalha por toda América Latina. Onde há negros existe a naturalização da pobreza. A mesma situação vivem principalmente as mulheres negras que são vítimas por serem negras, por serem mulheres e quando se tornam idosas por toda América latina elas são vítimas de um terceiro preconceito: o de serem idosas.
Todos os países negros deste continente têm uma população negra que naturalmente é vitimada pela cor da sua pele. Neste país como em toda América Latina é necessário combater aquilo que nós chamamos desigualdade.
Diferenças são naturais, mas a desigualdade não. A nossa luta que é desenvolvida desde o princípio do século passado está avançando, mas apesar de tudo isso enquanto nós avançamos a nossa luta, o opressor também aperfeiçoa o seu esquema de racismo, o seu esquema de discriminação, o seu esquema de intolerância, de preconceito e de xenofobia. Todos nós estamos absolutamente conscientes de que a nossa luta continua e é uma luta árdua para que se possa superar o racismo. O que eu gostaria neste instante é de manifestar a alegria que nós, como comunidade negra deste país, temos em receber todos os membros da Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas.
Elza Tamez. Teóloga Metodistas/Costa Rica. Áudio: Espanhol
O tema da Assembléia é a graça. Obviamente este contexto necessita de graça, uma graça de Deus cheia de justiça, transformadora, libertadora, terna, que esta gente nossa, como filhos e filhas de Deus, cheios de dignidade, foi a que deu a ferramenta para ser tudo que é. Por que? Porque não é abstrata, mas parte de uma realidade. Então eu como mulher faço a teologia a partir da experiência das mulheres. Como é essa experiência das mulheres?
Hoje em dia o assassinato de mulheres é algo terrível. Tenho que levar Isso em conta ao fazer teologia agora. Sabemos que as categorias clássicas da teologia cristã foram feitas a partir das categorias ocidentais e patriarcais, que a Bíblia é um livro que se escreve na cultura patriarcal. Aí vêm grandes desafios para as mulheres, porque todas as mulheres temos que ser criativas ao fazer teologia.
Nós, mulheres, temos uma grande contribuição a dar à igreja para buscar outra maneira de ser igreja, porque ela excluía as mulheres, e dentro da teologia, uma disciplina geralmente feita por homens, não estava presente a participação das mulheres como sujeitos, criadora de teologia; estudos teológicos não estavam presentes. Com a teologia latino-americana se abre essa oportunidade.
A pobreza tem rosto de mulher. Isso quer dizer que neste sistema econômico de pecado que separa crescentemente os ricos e pobres, ter rosto mulher quer dizer que há uma relação muito estreita entre o sistema patriarcal e o sistema econômico. Não podemos passar ao largo dessa realidade de pecado. Podemos falar de graça sem falar de pecado? Talvez desvalorizasse o que é a graça. A realidade latino-americana desafia homens e mulheres a pensar sobre Deus, inclusive a falar de Deus a partir de nosso contexto que clama por justiça e por uma graça transformadora.
Juan Sepúlveda. Teólogo Pentecostal/Chile. Áudio: Espanhol
Já temos dito que não é uma descrição exaustiva nem definitiva. Não se trata de uma verdade fechada, mas mutante. Novos atores aparecem no cenário religiosa e levantam perguntas e exigem discernimento. Esse é o caso do movimento chamado neo-pentecostal. Temos que reconhecê-lo como um rosto novo, mas legítimo, de um cristianismo diverso e policêntrico. Esta é uma pergunta ainda aberta e a resposta dependerá em grande parte da forma que os próprios movimentos considerem ou se aproximem das famílias cristãs tradicionais.
Servir à diversidade pode ser algo que conhecemos, valorizamos e celebramos dependendo de como a vivemos e a entendemos. Também pode constituir uma ameaça para a unidade, tanto cristã como na sociedade.
Se olharmos nossa história com sinceridade, nenhum dos rostos poderá reivindicar completa inocência a respeito das divisões, dos preconceitos e intolerância que nos separam. Contudo, queremos dar graças a Deus porque pouco a pouco nós estamos aprendendo a nos conhecer e a nos reconhecer como irmãos e irmãs, a orar e a estar juntos. Por isso nos atrevemos a dizer que estes são alguns dos rostos com os quais Deus caminha pela América Latina, trazendo alegria, confiança, esperança e vitalidade a um povo que, em meio a grandes adversidades, caminha em busca de uma terra em que todos e todas tenham lugar e dignidade.
Bispo Frederico Pagura. Presidente do Conselho Mundial de Igrejas/Argentina. Áudio: Espanhol
Os direitos humanos têm sido um dos temas fundamentais em nossa preocupação. E alguns se perguntam por que os direitos humanos? Estamos aprofundando, estudando, anunciando, compartilhando o evangelho, as boas notícias das mensagens de Jesus, mensagens do Reino. Porque os direitos humanos foram violados muitas vezes no caminho de nossa vida. Mas há uma etapa em minha vida que foi fundamental, foi meu translado à América Central, aquela que nós, os orgulhosos riopratenses chamávamos de “republiquetas bananeiras”, de forma preconceituosa. Eu pude perceber no México, em El Salvador, na Guatemala, o sofrimento dos indígenas, o sofrimento dos camponeses. Pude perceber o medo da mulher costarriquense e vi também os abusos das companhias bananeiras, de maneira que minha vida tomou um novo ritmo, uma nova visão a partir desta experiência centro-americana, o que me levou a um compromisso mais firme com o evangelho, que inclui o evangelho do Reino, que inclui a busca da justiça, a busca da verdade, da genuína liberdade e também a esperança de um novo mundo, um novo mundo possível.
Minha inserção como presidente do Conselho Mundial de Igrejas, tratando de ser a voz da América Latina dentro do coração desta querida instituição, e em meio de tudo isso, também a experiência do meu pastorado em uma cidade como Mendoza, na fronteira com o Chile, os milhares de refugiados que chegaram aos hotéis daquele lugar, onde, com os luteranos e católicos, só essas três igrejas, tiveram coragem de comprometer-se, de servir aos nossos irmãos refugiados.
Militamos nos serviços de paz e justiça com nosso Prêmio Nobel, Perez Esquivel. Uma tarefa e um movimento pela paz e pela justiça sem separar os dois elementos porque se encontram e se beijam, e são a única possibilidade de uma paz permanente e duradoura para nossos povos.
Por isso dou graças a Deus, por ter caminhado quase oitenta e três anos neste caminho de grande aventura que não termina e que, sim, termina com uma nota de esperança, porque eu sei em quem cremos. Estamos seguros que Ele vai guardar esta confiança que depositamos Nele todos os dias até o fim e até a vitória final do seu reino. Por isso tudo, dou graças a Deus.
Adolfo Perez Esquivel. Prêmio Nobel da Paz/Argentina. Áudio: Espanhol
Continuamos trabalhando para resolver os conflitos e acompanhar as organizações populares, a partir da fé, a partir da ação social. Através disto vamos gerando os espaços de liberdade, de entendimento, de vida e de desenvolvimento. Somos um povo que estamos submetidos e dominados, e logicamente temos que encontrar respostas para a vida, para a dignidade humana. Essa é a mensagem do evangelho – é a mensagem da vida e não da morte. E através disso tratamos de construir, de contribuir em forma propositada à construção do ser humano, de uma visão de um ser humano, e de, logicamente, uma construção que podemos fazer em nossos países. Acredito que a igreja é o povo de Deus, o povo de Deus que caminha, que constrói e que trata de gerar a vontade do Pai no reino, neste reino que é o reino da vida, é o reino do ser humano, e esse sentido de transcender com Deus.
Aqui, alguns bispos, e estou falando da Igreja Católica, foram cúmplices da ditadura militar. E houve outros que foram coerentes com a mensagem do evangelho, acompanhando o povo, as lutas, as reivindicações.
Nas igrejas evangélicas, foi mais ou menos o mesmo. Pastores da Igreja do Rio da Prata, da Igreja Metodista, que foram muito comprometidos com a ação social. Isto porque Cristo é nosso irmão e nossa irmã, e que daí podemos construir as possibilidades e um sentido de vida a partir da fé. Lamentavelmente nos encontramos com outros setores que não assumem esse compromisso.
Acredito que as igrejas têm um papel fundamental. Um papel fundamental que tem que ver com a consciência crítica, com os valores, com a construção desta nova dimensão do ser humano, e acredito que isto é o mais valioso a partir da fé. E eu acredito que a partir do cultural é que podemos interrelacionar, onde podemos compreender, e acredito que no ecumenismo nós também temos que ter o sentido profundo da oração, pois sem a oração não podemos assumir um compromisso real e concreto de colocar em evidência a palavra de Deus em nós mesmos e nas nossas comunidades.
Bispo Carlos Poma, metodista/Bolívia. Áudio: Espanhol
Em meio de seus povos, Deus está caminhando. Deus sempre esteve no meio do seu povo e Ele também caminha em meio do seu povo. Deus levanta estes povos que há tempo foram excluídos, esquecidos e de quem hoje os poderes vigentes também esqueceram, nunca prestaram atenção. Mas nestes povos que são excluídos, aí está Deus caminhando. Aqui nesta unidade e diversidade Deus caminha na América Latina.
Regina da Silva Ferreira, Luterana (IECLB)/Brasil. Áudio: Português
Eu acho que Deus caminha por todo lugar. Eu acho que ele está no coração da gente, está com quem sofre, com que é feliz. Acho que algumas vezes a gente fecha um pouco o coração para Ele, mas mesmo assim ele entra porque nós somos a morada Dele. Ele está em todo lugar, na natureza, no ar, no vento.
Acho que ele está sempre conosco, em todo, em qualquer lugar, em todo tempo.
Francisco Pernambucano, Movimento dos Sem-Teto/Brasil. Áudio: Português
Deus caminha na América Latina nos movimentos sociais, nos caminhos dos pobres, nos sem-teto, nos sem-terra. Deus caminha exatamente nas favelas, nas pontes, onde estão os mendigos, os famintos, os necessitados de justiça e paz, neste Brasil e na América Latina.
Rev. Guadalupe Gomez, batista/Nicarágua. Áudio: Espanhol
Deus está caminhando no meio dos conflitos que se dão na América Latina, no meio dos irmãos e irmãs que estão sem esperança, que lutam dia a dia, que trabalham por uma sociedade melhor, que proclamam, anunciam, que denunciam.
Rev. Israel Batista Guerra, secretário-geral, CLAI. Áudio: Espanhol
Deus está caminhando hoje nesta América Latina que se separa entre deslocados e imigrantes. Deus está caminhando e nos convida a caminhar para reorganizar nossa esperança.
Bispa Nely Ritchie, metodista/Argentina. Áudio: Espanhol.
Creio que Deus caminha e se mostra nos rosto dos pequenos, dos vulneráveis de todos os tempos e dentre os vulneráveis estão os que, para nossa sociedade e os interesses deste mundo, muitas vezes estão sem rosto, são invisíveis, anônimos. Deus dá nome, dá dignidade às pessoas, e na dignidade das pessoas, nos rostos destas pessoas que através da pregação do evangelho dignificamos.
Rev. Milton Mejia, presbiteriano/Colômbia. Áudio: Espanhol
Deus está presente nas igrejas que se comprometem com todos os setores que pedem vida em abundância, a qual Jesus nos prometeu. Como igreja nos cabe dar sinais de que vida em abundância é possível.
Christina Takatsu Winnischofer, episcopal-anglicana/Brasil Áudio: Português
Deus caminha por todos os lados na América Latina, no resgate das culturas, por exemplo dos indígenas, dos afrodescendentes, trazendo de volta toda a experiência dos seus ancestrais, toda a cultura.
Rev. Jorge Julio Vaccaro, pentecostal (Igreja de Deus)/Argentina. Áudio: Espanhol
O senhor acampa entre nós e caminha entre os excluídos, os que não têm teto, ou os que estão a ponto de perder o teto. Aqueles que não têm comida, os que têm fome, não têm trabalho. Deus caminha entre eles, os acompanha, os abençoa, os cura, os liberta, e o faz também, através de homens e mulheres, cristãos ou não. Também nosso Deus caminha entre os cristãos, nas igrejas, e sobretudo neste tempo tão especial para não sucumbir à tentação de teologias que vêm do império.
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