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Cristãos e igrejas são incentivadas a continuar trabalhando por uma data comum para a Páscoa

14.04.11

O secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas, Rev. Dr. Olav Fykse Tveit, exortou os cristãos a dar à celebração da Páscoa deste ano um toque mais ecumênico e engajarem-se no trabalho por uma data comum para a Páscoa, salientando que, neste ano, a Páscoa das tradições orientais e ocidentais ocorre na mesma data (24 de abril).

"Num mundo dividido pela pobreza e pela violência, é importante termos um só testemunho do Cristo crucificado e ressuscitado em ações e palavras", disse Tveit. "Regozijamo-nos que, neste ano, cristãos de tradições orientais e ocidentais irão celebrar a ressurreição do Senhor na mesma data. "

Por conta do fato de que a data da Páscoa é calculada a partir do calendário juliano (usado pela maioria das igrejas ortodoxas) ou pelo calendário gregoriano, cristãos de tradições orientais e ocidentais celebram a Páscoa em domingos diferentes.

Nos últimos 10 anos, a data da Páscoa caiu cinco vezes na mesma data para todos os cristãos. Mas, no futuro, isso vai ser menos frequente (as próximas são apoenas em 2017 e 2025).


Um trabalho significativo foi realizado, em 1980, no sentido de negociar uma data comum que fosse pan-ortodoxa, mas a implementação foi difícil na época, porque muitas igrejas viviam sob regimes comunistas. Este trabalho foi levado a uma consulta, em 1997, em Alepo, na Síria, promovido conjuntamente pelo CMI e o Conselho de Igrejas do Oriente Médio, que propôs uma forma de calcular a data da Páscoa de forma que ela fosse celebrada no mesmo dia em todos os anos.

"Espero que, na próxima década, cristãos de diferentes tradições trabalhem juntos em confiança e responsabilidade mútua para chegar a um acordo sobre uma data comum para a Páscoa, tomando como base o processo previsto no documento de Aleppo," disse Tveit.

Esta semana, o secretário geral do CMI, reiterou seu pedido feito em janeiro, durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, para que os cristãos considerem convidar uns aos outros para refeições simples nos 50 dias que seguem à celebração da ressurreição de Jesus Cristo.

"Essas refeições podem ser uma forma poderosa de celebrar o amor de Deus e como nós somos ‘um’ - oferecendo um ao outro um aperitivo do reino de Deus de justiça e de alegria", disse Tveit. "É uma maneira de dar um perfil ecumênico à celebração do Senhor ressuscitado".

"Talvez essas refeições possam até ser partilhadas por toda comunidade onde vivemos? Em torno da mesa, conhecemos uns aos outros de maneira diferente, conversamos, aprendemos, rimos, estamos em comunhão ... e partilhamos o pão juntos."

 

Perguntas freqüentes sobre a data da Páscoa (página em inglês)

 

O documento Aleppo (página em inglês)